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No Nordeste a
cultura foi trabalhada a três mãos: a do europeu colonizador, a do
negro escravo e a do índio nativo.
Ao mesmo tempo
plural e singular, esse valioso legado é claramente expresso na
música, nas danças, na arquitetura, nas artes plásticas, no
artesanato, na religiosidade, no misticismo e crendices, nos
festejos populares.
Também a
miscigenação revela os segredos da rica gastronomia regional. Das
casas-grandes e senzalas dos engenhos, dos mosteiros e dos
terreiros de umbanda surgiram pratos deliciosos, unindo
tradicionais ingredientes aos frutos do mar e da terra.
Pois é, o Nordeste
tem um gosto de eterno quero mais.
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